A H I S T Ó R I A DO “BOUZOUKI”
A característica de seu som traz às nossas lembranças
imagens e cores da Grécia. Canções, danças e
diversão até o amanhecer. A tradicional diversão grega
com seu inseparável elemento, o “bouzouki”. O
instrumento querido dos gregos, tem a expressão da
alegria, do amor, da tristeza, da dor e das dificuldades do
ser humano que guardou e cantou sua particular melodia.
A palavra “bouzouki” significa “quebrado”, mas também
“pequena mudança”. A origem de seu nome é Turca,”Buzuk”.
Foi perseguido no último século por estar associado,
erroneamente, à sociedade criminal da Grécia. Como mostra seu
próprio nome, o “bouzouki” não sofreu grandes alterações durante
os séculos de sua existência. Inicialmente existia o “bouzouki”
tricórdio, com três pares de cordas, enquanto que mais tarde
evoluiu para o tetracórdio, com quatro pares de cordas.
Hoje em dia afirma-se que tocar “bouzouki” e conseguir tirar do
instrumento “o espelho da nossa alma”, é privilégio que só alguns
conseguem atingir.
O “bouzouki” toca-se com palheta, no entanto antigamente usava-se
em seu lugar uma pena ou um pedaço de madeira lascada de cerejeira, para que dessa forma pudesse ser produzido seu som característico. Na família do “bouzouki” pertencem ainda o “tzourás”, o “baglamás”, a bouzoukomana”e o “gônato”, os quais distinguem-se através de seu tamanho e número de suas cordas.
A título de curiosidade, é freqüente encontrar “bouzouki” nas formações musicais Irlandesas; tratando-se, contudo, de uma transformação do original grego, importado muito recentemente pelos grupos folk irlandeses.
O R I G E M
Não podemos afirmar categoricamente a origem do “bouzouki”. Considera-se que o “bouzouki” resulta da evolução de antigos instrumentos gregos do IV séc. a.C. pertencentes à família dos tricórdios. Muitos, no entanto, são aqueles que apóiam de que o “bouzouki era conhecido em civilizações mais antigas, como no Egito, Assíria e China. De acordo com essa versão, o “bouzouki” foi trazido para a Europa e mais precisamente na Espanha, por Árabes conquistadores do VIII séc. d.C. e como a guitarra, tornou-se conhecido, adotou-se e adaptou-se aos costumes de cada civilização.
Durante o período Bizantino, os gregos chamavam de “tampourá”, uma linha de instrumentos de corda, com braço comprido e uma pequena e arredondada caixa de ressonância, independente de tamanho e número de suas cordas. Na família do “tampourá” pertence também o “pantourás”, ou seja, o “bouzouki.
V O L T A À G R É C I A
A história do “bouzouki” está sem dúvida ligada à música tradicional, denominada “Rebética”, uma espécie pura de música popular que despontou no “kafé-Amán” da Smirna e espalhou-se sucessivamente para a Síria, Piréus e Tessalônica. Com a catástrofe de 1922 na Ásia Menor, os refugiados que se instalaram principalmente nos portos e nas cidades, trouxeram com eles as tradicionais músicas “Rebética”. Este novo gênero começou a crescer continuamente chegando ao seu apogeu nos difíceis anos da Segunda Guerra Mundial.
